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7 tendências do trabalho móvel para 2011
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7 tendências do trabalho móvel para 2011

by Anderson Costa10/01/2011

Catching up on e-mail...

Ainda nos resquícios da conferência NetWork do ano passado, o GigaOM publicou para seus assinantes as tendências para o trabalho móvel em 2011, retiradas das impressões geradas no evento. Tivemos acesso a essas previsões, escritas pelo editor Simon Mackie. Vamos a elas, traduzidas (parcialmente) e comentadas:

Resolvendo a questão da confiança

Como ter plena confiança no parceiro de trabalho que está longe de você no dia-a-dia? Os funcionários têm dificuldade em confiar nas decisões tomadas sem participar delas, e os patrões, do seu lado, não conseguem confiar em quem não está ao lado dele todo o dia. Simon acredita que isso será minimizado em 2011 com o uso de ferramentas que deixem o monitoramento de trabalho mais transparente, e em organizações mais meritocráticas e menos paternalísticas. Isso é algo que eu imagino começando em 2011, sim, mas não como tendência, e sim como o início de discussões.

Todo mundo na nuvem

Nos últimos anos vimos aplicativos essenciais saírem do nosso desktop e ganharem a web, hospedados na nuvem. E-mail, calendário, tarefas, fotos, etc. E graças a eles podemos, teoricamente, trabalhar de qualquer lugar com uma conexão à internet. Em 2010 vimos um movimento importante da Microsoft disponibilizando seu Office Web Apps e o Google, já forte pelos seus aplicativos na nuvem, lançando o primeiro netbook com Chrome OS. Alguns devices devem seguir o mesmo caminho em 2011. E eu aposto muito nisso lá fora. Aqui, depende muito do costume do brasileiro, o que está atrelado à velocidade da nossa banda larga, que não é das melhores.

Horas no escritório serão menos relevantes

Um dos efeitos do trabalho móvel é uma vida mais conectada. Por isso, o conceito de “horário comercial” se torna menos relevante. Ainda é uma opção de estrutura de trabalho, mas com pessoas sempre conectadas muita coisa muda, inclusive as regras do jogo: como estipular pagamento para esses trabalhadores se eles não trabalham das 9 às 5? Como assegurar que é um pagamento justo? Como verificar se o empregado móvel não está misturando a vida pessoal com a profissional? Achar as respostas para essas perguntas será primordial em 2011. Aqui, no Brasil, um importante movimento é a aprovação da lei do teletrabalho, que neste momento voltou para discussão na Câmara dos Deputados. Se aprovada, com certeza trará muitas dessas respostas.

Mais integração entre colaboração e comunicação

Esta é uma questão mais tecnológica. Temos ótimas soluções de comunicação e colaboração disponíveis, mas pouquíssimas reúnem esses dois atributos. Penseo no Google Docs com aquela tela de chat ativada: é colaboração + comunicação. Mackie sonha com a integração de mais aplicativos, como um Skype que funcionaria dentro de um Basecamp sem plugins ou add-ons, e por aí vai. Eu gosto dessa previsão e acho que a partir do momento em que essas soluções tiverem mais abertura de suas APIs para os desenvolvedores, a interoperabilidade acontecerá naturalmente. E demanda no mercado existe.

O coworking no mainstream

Essa é até visível. Nos últimos anos os espaços de coworking proliferaram. Só por essa página dá pra ter uma ideia de quantos eles já são. Com a atenção da grande mídia e a qualidade que esses espaços alcançaram, não é demais dizer que 2011 será o ano do coworking deixar de ser um termo desconhecido. Mackie também enxerga empresas explorando a opção do coworking, locando funcionários dentro desses espaços. E o Brasil não fica atrás. Só em 2010 foram 9 espaços novos e a previsão é que esse número aumente em 2011, atingindo não somente capitais, mas também cidades interioranas.

Vídeo em HD em qualquer lugar

Essa não tem volta. Só em 2010 foram 13 milhões de horas de vídeos submetidas ao YouTube. Os conteúdos em vídeo já é uma grande parte da navegação mundial na internet. Claro que isso são dados de consumo, mas são importantes para entendermos isso dentro do trabalho remoto. Pense, por exemplo, em teleconferências em HD em maior oferta e acessíveis a pequenas e médias empresas. Com o custo do material e da infra necessária caindo, e novos produtos como os da HP e Damaka, podemos ver um crescimento grande de videoconferência em 2011. Mesmo aplicativos para o consumidor final, como Skype, oferecerão chamadas em HD.  Para o trabalho remoto, essa qualidade significa uma impressão maior de “estar lá”, uma proximidade mais real com seus parceiros como se estivessem no mesmo local. Eu vi essa tecnologia ao vivo e posso dizer que é por aí mesmo.

A “consumerização” de TI

Já que eu tenho um smartphone e meus colegas de trabalho também, porque não posso usá-lo para minhas tarefas corporativas? Os departamentos de TI já arrancam os poucos cabelos, porém com a expansão da tecnologia para o consumidor esse é um caminho sem volta.  As empresas terão que fornecer mais flexibilidade em suas tecnologias e ferramentas que possam facilitar o trabalho. E isso vai além do e-mail corporativo no BlackBerry. Mackie sinaliza que algumas empresas já oferecem até subsídios para seus empregados investirem em tecnologia móvel, e vê isso aumentando em 2011. Já existem no Brasil iniciativas parecidas, mas mais descontos do que subsídios, falando claramente. Vai depender da estratégia de cada player.

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About The Author
Anderson Costa
Anderson Costa
Redator e consultor em comunicação, 34 anos. Trabalha com um notebook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados. É o idealizador do Movebla, dono, editor, o cara que escreve, o cara que faz tudo.