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Best Buy também caminha para acabar com o home office
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Best Buy também caminha para acabar com o home office

by Anderson Costa06/03/2013

best buy hayes

Seguindo a moda que o Yahoo! abriu na semana passada, a Best Buy resolve dar fim a seu programa de trabalho flexível. O sistema que a empresa adotou chamado de ROWE (Results Only Work Environment) deixa de existir. A medida afeta mais de 4 mil profissionais.

Os profissionais participantes do sistema ainda poderão trabalhar fora de vez em quando, mas agora todas as decisões devem passar por um gerente e a jornada passa a ser apenas em horário comercial e na maioria das vezes dentro do escritório. O que não acontecia antes. Por decisões entenda-se tudo que o profissional escolhe para realizar seu dia: os horários, a disponibilidade, a sua agenda, e lista de tarefas. Ou seja, uma coordenação mais cerrada sobre a jornada dentro e fora do escritório.

“Não faz sentido considerar não apenas o que os resultados são, mas como o trabalho é feito”, disse o porta-voz da Best Buy Matt Furman em anúncio para a imprensa. “Resumindo, é ‘todas as mãos no convés’na Best Buy e isso significa ter funcionários no escritório, tanto quanto possível para colaborar e se conectar em maneiras de melhorar o nosso negócio.”

A medida tira um pouco o sentido de liberdade que o profissional da Best Buy tinha. Que aliás devia ter começado certo, com controle razoável das horas trabalhadas. A empresa também anda mal das pernas como o Yahoo! e avaliou que precisa saber o que seus empregados fora do escritório estão fazendo.

Se você analisar bem, foi um erro da Best Buy lá no começo. Além de medir o profissional pelas entregas devia ter colocado algum controle de horas simples. Agora a notícia toma uma proporção muito maior. Uma falha de implementação que está sendo corrigida na marra, com uma cultura de entrega por performance já instituída.

Ainda não dá pra identificar uma tendência no fim do home office como a CNN fez porque o teletrabalho continua ativo na Best Buy. É um movimento claro para diminuir a prática, sim, mas não um extermínio completo dela.

O que dá pra dizer é que as empresas podem começar a endurecer essas políticas e exigir um controle maior das horas, dos contratos e da jornada do home office. É um recado claro aos profissionais que não se trata apenas de qualidade de vida, mas também de negócios a cumprir. Especialmente em empresas que estão mal das pernas. Em tempos de crise elas não querem “jogar dinheiro fora”. Na verdade vão é jogar mais se não examinarem antes se o teletrabalho está sendo medido da maneira correta para seus negócios.

O debate sobre o valor do teletrabalho nos EUA está só começando.

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Anderson Costa
Anderson Costa
Redator e consultor em comunicação, 34 anos. Trabalha com um notebook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados. É o idealizador do Movebla, dono, editor, o cara que escreve, o cara que faz tudo.