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O Custo Cafezinho – seus contatos geram mesmo negócios?
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O Custo Cafezinho – seus contatos geram mesmo negócios?

by Anderson Costa13/02/2013

Coffee in Bedford

Pra começar o ano bem (=P) eu queria falar sobre algo muito importante nas nossas relações com clientes e parceiros. Especialmente para empreendedores ou freelancers, quem trabalha por conta própria. Já parou pra analisar o quanto você gasta com café?

Não que o Movebla vá analisar aqui o mercado cafeeiro. Isso é tarefa da mídia especializada (que diz que está mais caro sempre). Mas sim o cafezinho amigo de todo dia, lá na esquina do escritório. Essa dose de café tem influenciado bastante no nosso cotidiano freelancer. E na minha cabeça pelo menos gerou um novo custo a ser absorvido e mensurado: o custo cafezinho.

O relacionamento com as pessoas é natural do ser humano e precisa acontecer, independente de ferramentas de telepresença que você tenha disponível. Especialmente nos negócios. E o que mais costuma acompanhar esses encontros? Aquela dose de expresso puro enquanto conversam. Mesmo que você escolha suco ou refrigerante. O café é que dá nome ao ato. “Vamos ali tomar um cafezinho”?

Eu queria falar sobre isso porque encaro este custo cafezinho como parte das minhas atividades de trabalho. Um momento desses com um amigo, um ex-colega de trabalho, um ex-chefe pode se reverter em negócios. Não que isso sempre aconteça. Mas é um ingrediente fundamental do networking o contato constante com as pessoas que podem te ajudar a chegar onde você precisa. E por isso eu chamo de custo. O café anda caro e é preciso contar com isso no seu orçamento.

Para exemplificar melhor: no Congresso Nacional, por exemplo, a hora do cafezinho é sagrada para os deputados. É onde muitas decisões importantes são tomadas e notícias se criam. O Governo gasta mais de meio milhão de reais só para manter o fornecimento de café. É um ativo importante para o Congresso, você pode dizer. Quem brinca muito com isso é a jornalista Cristiana Lobo, da Globo News. Tem até um quadro no programa “Fatos e Versões” só para falar de conversas com políticos no cafezinho do Congresso. Cristiana valoriza a hora do cafezinho. Ela sabe que lá existe o que ela precisa.

Bom, e porque custo cafezinho? Porque um custo implica em gasto/investimento. Que gere retorno. Eu não sou economista para desenhar gráficos, mas a conta é simples: seus contatos realmente geram negócios? Nem todo mundo que toma café comigo traz na mochila um novo projeto pra mim. E eu nem espero isso em primeira instância. O encontro é pra bater papo e trocar experiências, ideias, momentos. E se gerar algo bom para seu trabalho ótimo. O problema é quando não gera nada há muito tempo. É importante que o custo cafezinho se beneficie dos contatos certos para que ele se pague. Isso é algo que só o seu feeling com sua rede de contatos pode dizer. Se você está tomando café demais e fechando oportunidades de menos, é hora de mudar sua estratégia de networking.

Aliás: se você tem uma rede de contatos boa, abuse muito dela. Só assim você coloca o custo cafezinho a serviço dos seus objetivos. Chame pessoas para um cafezinho, um jantar, se mostre. Diga claramente que está no mercado e aceitando trabalhos ou disponível para projetos. Uma hora alguém vai lembrar de você. É o principal influenciador do “custo cafezinho”. Não vá esperando sair com um job novo no bolso. Vá para conversar, falar de ideias e das coisas boas da vida. Sair de lá com uma nova oportunidade é um bônus. O importante é que o bônus apareça uma hora ou outra. Esse é o espírito do networking.

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About The Author
Anderson Costa
Anderson Costa
Redator e consultor em comunicação, 34 anos. Trabalha com um notebook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados. É o idealizador do Movebla, dono, editor, o cara que escreve, o cara que faz tudo.