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Pesquisa Ipsos/Reuters: um em cada cinco profissionais no mundo trabalham remotamente
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Pesquisa Ipsos/Reuters: um em cada cinco profissionais no mundo trabalham remotamente

by Anderson Costa25/01/2012

Mais números sobre o trabalho remoto não param de chegar. Dessa vez é uma pesquisa da Ipsos, encomendada pela Reuters e focada exclusivamente no teletrabalho. Os números em si não são surpresa, mas sim o detalhamento por país.

De cara o números mais impressionante, que dá título a este post: 17% dos profissionais que podem trabalhar de forma online disseram que fazem trabalho remoto com regularidade. Ou seja, 1 entre 5 pessoas. É gente pra dedéu, de uma pesquisa que atuou em 24 países (Brasil incluído) com mais de 11 mil entrevistados em Outubro de 2011. Desses 17%, 7% trabalha todo o dia de um lugar remoto e 10% diz que seu trabalho remoto é constante em noites e fins-de-semana.

Dá pra destrincharmos um pouco mais esses dados, com base no report completo divulgado pela Ipsos:

  • O trabalho remoto está em ascenção em mercados emergentes: Oriente Médio e África (27%), América Latina (25%) e Ásia/Pacífico (24%) estão mais a frente do que América do Norte (9%) e Europa (9%).
  • Países como India (56%), Indonesia (34%), México (30%). Argentina (29%), África do Sul (28%) e Turquia (27%) estão mais avançados no trabalho remoto. Ao contrário de Hungria (3%), Alemanha (5%), Suécia (6%), França, Itália e Canadá (7% cada).  O Brasil participa com 16%.
  • A grande maioria dos profissionais “concordam” igualmente (83% – 36% fortemente, 47% um pouco) em duas avaliações sobre o trabalho remoto: que ele irá manter as mulheres talentosas no mercado em vez de deixá-lo temporariamente ou completamente para criar os filhos, e que teletrabalhadores têm menos stress devido ao menor tempo gasto para chegar ao seu local de trabalho.
  • Seis em cada dez (62%) “concordam” que não ver os colegas cara a cara todos os dias faz com que os profissionais remotos sintam-se socialmente isolados; embora apenas 15% “concordam fortemente”, enquanto 48% ‘concordam parcialmente’. Os mais propensos a concordar pode ser encontrados na Índia (27%), Arábia Saudita (25%) e França (24%).
  • Em dois pontos, todo mundo continua indeciso: Metade  ‘concorda’ que trabalhar remotamente diminui as chances do empregado de promoção (56% – 12% fortemente, 44% um pouco) e que o teletrabalho cria conflito familiar, pois reduz os limites entre trabalho e a família (53% – 12% fortemente, 41% um pouco).
  • Dois terços (65%) respondem que teletrabalhadores são mais produtivos porque a flexibilidade lhes permite trabalhar quando têm o maior foco e / ou porque ter o máximo controle sobre o ambiente de trabalho e cronograma leva à satisfação no trabalho e felicidade. O outro terço (35%) concorda que os teletrabalhadores não trabalham tão “duro”, porque há menos supervisão e / ou por causa de familiares e distrações em casa.

De cara me impressionou a participação do México e da Argentina, muito à frente do Brasil. E também os dados sobre os problemas de convívio familiar mostram que quem trabalha em casa ainda enfrenta problemas de adaptação. Me espanta o Japão tão longe nesse assunto, com apenas 9% de trabalhadores remotos na pesquisa.

Os dados completos da pesquisa estão no site da Ipsos. Durante a semana entrarei nos detalhes dos números brasileiros.

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About The Author
Anderson Costa
Anderson Costa
Redator e consultor em comunicação, 34 anos. Trabalha com um notebook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados. É o idealizador do Movebla, dono, editor, o cara que escreve, o cara que faz tudo.