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CrowdSpring: jobs de criação para qualquer um
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CrowdSpring: jobs de criação para qualquer um

by Anderson Costa16/08/2010

Alguém tem uma ideia?

Às vezes os profissionais de criação entram naquela entre-safra onde nada acontece. Mesmo os que trabalham fixo. Pra não gastar todas suas horas úteis no Farmville e similares, uma sugestão é botar a cachola pra funcionar nos jobs do CrowdSpring e ganhar uma graninha com isso.

O site segue o conceito de crowdsourcing , que reza pelo conhecimento coletivo para resolver problemas nos quais qualquer um no mundo pode ajudar. Esse conceito é bem dissecado no bestseller Wikinomics, de Don Tapscott e Anthony Williams – leitura recomendada! Pode até chamar de propaganda colaborativa, enfim. Mas o conceito pode ser aplicado não somente para publicidade, como bem mostra o caso da GoldCorp, uma mineradora.

Funciona assim: você se cadastra no site, preenche seu perfil e pode começar a sugerir soluções para os mais diversos problemas de criação (design, visual, identidade, redação…) e se sua proposta for escolhida, a verba do job é sua. Ou, se você tiver um problema, publique-o com o quanto pagaria por isso e espere as ofertas.

Os criativos farão a festa. Você pode, por exemplo, criar a capa do novo livro de Guy Kawasaki e ganhar US$ 1 mil por isso (aliás, conheci o CrowdSpring durante uma palestra do próprio Guy, em São Paulo). Ou criar a identidade visual de um médico. Para redatores, por exemplo, tem jobs sobre criação de nomes para sites de esportes.  São várias possibilidades e valores.  Empresas já usaram o CrowdSpring, como LG, e até a Prefeitura de Chicago.

O CrowdSpring ainda é uma startup e eles estão aprendendo com essa dinâmica toda. Na hora eu pensei como ficaria a questão de propriedade intelectual, já que pelo menos nos jobs que envolvem design a galeria de concorrentes é aberta para visualização. No blog do CrowdSpring há explicações sobre como funcionam os códigos de conduta e os termos de uso, e como eles agem em casos suspeitos. Também lembrei do Franco Rosário, um dos pioneiros do crowdsourcing no Brasil com a Sociale, que infelizmente, não pegou no Brasil e foi desativada.

Bom, você não paga nada para fazer sua proposta nos jobs da CrowdSpring. Vale o teste. Quem sabe surge um freela remunerado do Canadá ou da Índia. O mundo é uma ervilha mesmo. Ou você que acabou de montar seu próprio negócio, mas não tem conhecimento nem mãos para desenvolver um layout de site ou um logo, taí o mundo inteiro pra te oferecer soluções!

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Anderson Costa
Anderson Costa
Redator e consultor em comunicação, 34 anos. Trabalha com um notebook e smartphone onde for, além de fones de ouvido extra-reforçados. É o idealizador do Movebla, dono, editor, o cara que escreve, o cara que faz tudo.